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Carta aberta para paroquianos descontententes da diocese de Jequié.

Uma Igreja desunida não consegue realizar bem a missão que Jesus lhe confiou. D Cristiano Jakob Krapf
Confirmar os irmãos na mesma fé e manter a Igreja unida é missão especial do Papa, e depende da colaboração dos bispos, dos padres, dos teólogos, e de todos os católicos. Manter a diocese unida é missão do bispo e depende dos padres e do povo da diocese. A unidade na paróquia depende do pároco e da boa vontade de todos os paroquianos.
O bispo é ajudante do bom pastor. Um pastor cuida do rebanho com os cachorros que tem. Quem não conhece a vida de um pastor que cuida das ovelhas com ajuda de cachorros pode estranhar tal comparação. Fiz essa provocação para tentar fazer entender melhor as palavras de Jesus sobre o bom pastor. São comparações. Paroquianos não são ovelhas e párocos não são cachorros nem pastores. Nem Jesus é pastor. Paroquianos são pessoas que têm seu próprio querer e seus direitos e devem ser tratadas como gente. Padre também é gente, com suas qualidades e suas limitações.
Muitos encontros de formação têm um tempo de “pergunte ao bispo”. Certa vez, me fizeram este questionamento: Padre, o Pai-Nosso está errado!?! Ao pedir que Deus nos perdoe assim como nós perdoamos, indiretamente pedimos a Deus que não nos perdoe, se ainda não aprendemos a perdoar.
Não é o Pai-Nosso que está errado. Jesus até acrescentou um reforço: Quem não perdoa, não pode contar com o perdão de Deus. Mesmo no convívio familiar surgem situações que necessitam de perdão. Numa paróquia, às vezes um paroquiano precisa suportar os defeitos do pároco, perdoar palavras ou atitudes que ofendem. Outras vezes é o pároco que precisa perdoar ofensas de paroquianos que falam dele.
Nem todos têm costas largas como eu. Críticas injustas não me atingem. Construtivas ajudam a melhorar. Reclamações sobre decisões do passado que já não podem ser mudadas não servem para nada. Tipo assim: tal padre não devia ter sido ordenado.
O bispo que quiser ter garantia de ter apenas padres santos e perfeitos, não pode ordenar ninguém. Aliás, alguns padres santos foram exigentes e tiveram conflitos. Mas, ser exigente com os outros não é prova de santidade. Para o serviço sacerdotal, Deus não escolhe anjos do outro mundo, mas pessoas humanas desta terra. Entre os apóstolos escolhidos a dedo, surgiu um traidor. Pedro também tinha seus defeitos. Mesmo assim, Jesus o confirmou para confirmar a Igreja na fé.
Concluindo: Paroquianos têm o direito de queixar-se ao bispo. Mas não posso receber uma multidão de acusadores com queixas genéricas. Quem tiver suas queixas pessoais ou presenciou ofensas contra outros, ponha por escrito, com assinatura e endereço, e mande por um portador de confiança. Não quero saber de fofocas ou queixas ouvidas de outros que falam do padre.
Jequié, 19/12/11 +Cristiano, ainda bispo de Jequié
O bispo é ajudante do bom pastor. Um pastor cuida do rebanho com os cachorros que tem. Quem não conhece a vida de um pastor que cuida das ovelhas com ajuda de cachorros pode estranhar tal comparação. Fiz essa provocação para tentar fazer entender melhor as palavras de Jesus sobre o bom pastor. São comparações. Paroquianos não são ovelhas e párocos não são cachorros nem pastores. Nem Jesus é pastor. Paroquianos são pessoas que têm seu próprio querer e seus direitos e devem ser tratadas como gente. Padre também é gente, com suas qualidades e suas limitações.
Muitos encontros de formação têm um tempo de “pergunte ao bispo”. Certa vez, me fizeram este questionamento: Padre, o Pai-Nosso está errado!?! Ao pedir que Deus nos perdoe assim como nós perdoamos, indiretamente pedimos a Deus que não nos perdoe, se ainda não aprendemos a perdoar.
Não é o Pai-Nosso que está errado. Jesus até acrescentou um reforço: Quem não perdoa, não pode contar com o perdão de Deus. Mesmo no convívio familiar surgem situações que necessitam de perdão. Numa paróquia, às vezes um paroquiano precisa suportar os defeitos do pároco, perdoar palavras ou atitudes que ofendem. Outras vezes é o pároco que precisa perdoar ofensas de paroquianos que falam dele.
Nem todos têm costas largas como eu. Críticas injustas não me atingem. Construtivas ajudam a melhorar. Reclamações sobre decisões do passado que já não podem ser mudadas não servem para nada. Tipo assim: tal padre não devia ter sido ordenado.
O bispo que quiser ter garantia de ter apenas padres santos e perfeitos, não pode ordenar ninguém. Aliás, alguns padres santos foram exigentes e tiveram conflitos. Mas, ser exigente com os outros não é prova de santidade. Para o serviço sacerdotal, Deus não escolhe anjos do outro mundo, mas pessoas humanas desta terra. Entre os apóstolos escolhidos a dedo, surgiu um traidor. Pedro também tinha seus defeitos. Mesmo assim, Jesus o confirmou para confirmar a Igreja na fé.
Concluindo: Paroquianos têm o direito de queixar-se ao bispo. Mas não posso receber uma multidão de acusadores com queixas genéricas. Quem tiver suas queixas pessoais ou presenciou ofensas contra outros, ponha por escrito, com assinatura e endereço, e mande por um portador de confiança. Não quero saber de fofocas ou queixas ouvidas de outros que falam do padre.
Jequié, 19/12/11 +Cristiano, ainda bispo de Jequié

















